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  • Rosângela Godo

Relacionamentos Tóxicos e a Química Cerebral

"Você pode pensar que quer viver essa relação, mas pode ser a química do seu cérebro que te leva a ser VÍTIMA".

Há relacionamentos tóxicos que são tão sutis que podem passar despercebidos


Você conhece alguém, fica super envolvido(a)— a conversa flui, vocês compartilham mil coisas, fazem grandes planos, a pessoa diz que você é incrível, a outra pessoa também parece incrível, vocês combinam em tantas coisas, e por aí vai a linda história de amor.


Com o passar do tempo essa pessoa não passa tanto tempo com você como no início, já não te acha tão incrível como achava, começa apontar seus defeitos, e de repente parece que você só tem defeitos, que faz tudo errado e não consegue mais agradar a outra pessoa.


Os desentendimentos começam, depois vem as brigas, você fica muito mal, mas depois a pessoa volta pede perdão...ou não... e vocês retomam do ponto de partida. A reconciliação é tão maravilhosa...


Assim passam-se semanas, meses ou até anos, o ciclo de altos e baixos vão se repetindo, sua auto estima vai diminuindo, você vai ficando cada vez pior, porém sem forças para sair dessa relação.

 

"É muito importante observar o que sentimos, isso nos trará a percepção se estamos em um relacionamento tóxico."


Apesar dos maus momentos serem bem ruins, passamos a ignorá-los , esperando os momentos bons, pois eles são tão bons que esquecemos os maus , entramos em um processo de REFORÇO INTERMITENTE( um comportamento que se repete várias e várias vezes e vai se reforçando com o tempo, ganhando força), quanto mais se repete, mais forte esse comportamento fica.


Isso acontece por conta de um mecanismo que temos em nosso cérebro, o CIRCUITO DE RECOMPENSA.

Esse circuito tem o objetivo de preservar a vida, para nossa sobrevivência e sem esforço repetimos comportamentos para o corpo funcionar, o circuito faz o controle e manutenção de hidratação, alimentação e sexo(como forma de reproduzir a vida no planeta).


A recompensa e o prazer liberam dopamina e serotonina. Quando há consistência no estímulo, quando há prazer — o cérebro se acostuma e, a cada vez, libera menos dessas substâncias. Você não treme mais nas bases, quando vê a pessoa ou chega uma mensagem no celular.


Diante da privação, quando você não vê a pessoa, porque brigaram e ficam longe por exemplo, os neurônios "vão precisar cada vez mais de doses de estímulos mais fortes".

Além disso, a oxitocina, o hormônio do vínculo e do amor, é inibida — e há um desequilíbrio entre ela e a dopamina.


"É AÍ QUE ENTRA A OBSSESÃO"


"O desequilíbrio (hormonal) pode fazer com que a pessoa sinta uma vontade intensa de manter e desejar seu parceiro( assim como aquela vontade incontrolável de comer doces).


A vítima pode fazer coisas que a coloca em risco, como permitir certos comportamentos, inclusive sexuais, que em outras circunstâncias não toleraria".

Quem sofre com isso se empenha cada vez mais para manter este relacionamento e voltar à fase de "lua de mel", na qual obterá mais dopamina. É um vício. "O vício em drogas, tabaco ou heroína tem o mesmo mecanismo"


Sabe aquele frio na barriga gostoso quando começamos uma paquera, hoje quando você é seguido(a) por um crush nas redes sociais e recebe uma mensagem? A gente responde, o flerte continua, para por alguns dias e depois volta. E nos empolgamos com essa paquera.


Ansiamos por uma relação amorosa, está no nosso DNA mais primitivo esse mecanismo, esse jogo preliminar é natural para manter o vínculo e para o que a biologia quer, que é "procriar", essa é a finalidade de todo esse mecanismo de atração.


Quando nessa relação não há paz e sempre muita ansiedade e aquela montanha russa de sobe e desce, é preciso CUIDADO!!!


  • Algumas dicas que os especialistas dão:

  1. Se perdemos nossa autonomia, identidade, se nos abandonamos, se há controle e manipulação, se começamos a duvidar de nós mesmos, inquietação, insegurança.

  2. Se você não pode ser você mesmo(a), tem que esconder uma parte sua , pois acredita que o o outro não vai aceitar e isso também pode acontecer nas relações de amizades e familiares.

Isso acontece pois temos um gatilho de afetividade da infância onde o amor e a atenção foram insuficientes e procuramos nos outros o que nos faltou.


É preciso trabalhar a auto estima, saber colocar limites, saber ouvir e falar, e saber administrar conflitos,


É fundamental buscar ajuda de um bom profissional, a Terapia te ajudará a se posicionar, a detectar o que sente e porque sente, trará o auto conhecimento e a gestão das emoções para que elas não te dominem.


  • Conheça algumas práticas tóxicas:

  1. Breadcrumbing: Deixar migalhas de amor, de atenção, para a outra pessoa. Mas evitar o compromisso. Não precisa ser subir ao altar, mas neste caso a pessoa evita falar sobre o assunto. Não há intenção de consolidar um relacionamento, mas isso tampouco é dito.

  2. Love bombing: Bombardeio de amor. Você está no início do relacionamento, há aquela euforia enorme. Tudo é um conto de fadas, perfeito e intenso. Tudo é amor e atenção. Até que quem aplica esta prática, aos poucos, começa a ficar frio e distante, seco. É mais gradual, há mais envolvimento do que no tipo de relacionamento anterior. A pessoa que sofre muitas vezes pergunta o que fez de errado. Pede para que digam a ela, e quem aplica o love bombing nega (aqui já entramos em outra fase, que envolve manipulação).

  3. Hoovering: Quando, após o rompimento do relacionamento, a pessoa reaparece em sua vida, principalmente em datas especiais como aniversários, Natal. Pode até aparecer como se nada tivesse acontecido, como quem não quer nada e com a intenção de retomar algo, mas tampouco quer criar uma conversa real sobre o assunto, não quer saber como você está. Pode tentar se conectar a partir da vitimização, te causar pena, para que você se conecte com ele ou ela emocionalmente de alguma forma. O que a pessoa quase sempre busca é ampliar seu ego.

  4. Benching: Você está no banco de reserva. Ou seja, esperando como uma segunda opção. A pessoa nunca se envolve totalmente, mas nunca vai embora, está sempre no pano de fundo. Reaparece quando não está se dando bem com outras pessoas ou quando se sente sozinha.

Se você se identificou, agende sua sessão agora mesmo, estou aqui para te ajudar!

































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